Os males do chocolate com gordura vegetal

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A páscoa é, para muitos, sinônimo de comer chocolate. Para alguns é também o domingo em que se permite comer um pouco mais do doce do que o costume. Não há nada de mal com o chocolate, não fosse o fato de que as marcas mais vendidas por aqui possuem muito açúcar e gordura vegetal. Os males do açúcar já são bastante conhecidos: diabetes, câncer, ganho de peso, e por aí vai. Mas e a gordura vegetal hidrogenada presente em alguns chocolates, qual é o seu problema?

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Em 1994, epidemiologistas da Universidade de Harvard atribuíram ao consumo da gordura hidrogenada até 100 mil mortes prematuras por ano nos Estados Unidos. Em 2001, foi divulgado um estudo feito em 84 mil enfermeiras, durante 14 anos comprovou que a principal gordura relacionada ao diabetes e ao aumento do colesterol e triglicerídeos era a hidrogenada.  No ano seguinte, cientistas americanos pediram um novo estudo. Queriam que ficasse claro o quanto de gordura hidrogenada uma pessoa poderia consumir por dia, sem prejudicar sua saúde. O resultado: zero.

No Brasil muitos chocolates possuem apenas gordura vegetal, que significa óleo vegetal – de palma, soja, girassol ou milho – o que por sua vez transforma o alimento no chamado chocolate fracionado. Segundo o cirurgião especializado em cardiologia, Lundell Dwight, autor do livro “A Cura para a Doença Cardíaca e A Grande Mentira do Colesterol”, o óleo vegetal é um dos maiores culpados da inflamação crônica das artérias.

Não sugiro aqui que você deixe de comer chocolate na Páscoa, apenas fique de olho nos ingredientes do que vai escolher. Por lei, os ingredientes de um produto são descritos na embalagem por ordem decrescente de quantidade, ou seja, as primeiras substâncias são as que mais têm naquele alimento. Evite comprar, principalmente para as crianças, chocolates em que a gordura vegetal está logo no início da lista de ingredientes e os que contém a gordura hidrogenada.

Como é feita?

A gordura hidrogenada é uma gordura vegetal que foi criada pela indústria para ser uma alternativa à gordura animal e é fabricada a partir de um processo de transformação de óleos vegetais em gordura sólida.

Os óleos são colocados em uma câmara com gás hidrogênio com altas pressão e temperatura, e resulta em uma pasta preta e com mau cheiro. Para perder esse aspecto nada agradável, a pasta precisa ser alvejada.

Na Europa o negócio é diferente

Em 2000, o parlamento europeu adotou uma lei que autoriza o uso de gordura vegetal em substituiçao à manteiga de cacau na fabricação de chocolate, mas a porcentagem da gordura se limita a 5% do produto final. Mas uma briga ferrenha entre o governo e os defensores do chocolate puro ainda não deu fim a questão. Em 2010 a Itália ainda resitia à lei, defendendo que chocolates com adição de óleos vegetais não deveria ser chamado de chocolate.

Os óleos vegetais são usados no lugar na manteiga de cacau para baratear o custo de produção do produto, que ainda assim, no Brasil, chega bastante caro para o consumidor final no período da Páscoa.

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