Vacina contra HPV causa polêmica após mortes na Índia e EUA

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Distribuída pelo laboratório Merck em diversos países e conhecida como Gardasil nos EUA, a vacina contra o vírus HPV vem causando polêmicas que pouco repercutem no Brasil, onde a vacinação já acontece. Americanos chegaram a criar o site http://truthaboutgardasil.org/, dedicado a histórias de vítimas da Gardasil e com diversos documentos que comprovariam os altos riscos da vacina. Em 2010, o Conselho Indiano de Pesquisa Médica de Nova Deli pediu a suspensão do programa de vacinação contra o HPV, devido a quatro mortes, que seriam associadas à Gardasil, e a 120 relatos de complicações após a aplicação. Na ocasião, 32 mil meninas entre 10 e 14 anos participavam dos testes com a vacina.

Na época, a Sama, uma associação de mulheres da Índia, divulgou uma carta alegando que meninas pobres morreram após a aplicação da Gardasil, que, segundo a Sama, não teria passado pelos tramites legais para garantirem a segurança do medicamento. Além disso, diz a Sama, os testes teriam sido realizados sem a permissão dos pais.

Segundo pesquisadores do jornal científico Infect Agents and Câncer (IAC), nos EUA a Gardasil está associada a 61% de casos de reações adversas graves e a 80% dos casos de invalidez permanente em mulheres com menos de 30 anos de idade. Em março de 2010, o Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula a liberação de medicamentos naquele país, se viu obrigado a convocar uma audiência com as organizações voltadas para a saúde para apresentação dos casos, o que não resultou em qualquer medida contra a vacina.

Todas as duvidas acerca da segurança da vacina também não impediram que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovasse, em junho deste ano, o fim do limite de idade para a aplicação da vacina contra o HPV em mulheres brasileiras. No Brasil, a vacina – produzida pelo GlaxoSmithKline (GSK) e batizada de Cervarix – poderá ser aplicada a todas as mulheres que tenham mais de 9 anos.

A fama da vacina proteger contra o câncer de colo de útero também pode ser questionada, pelo fato de que a relação entreo  HPV e a doença parecer não ser tão forte assim. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de cem tipos diferentes de HPV, sendo que apenas 13 deles podem causar câncer. Ainda de acordo com o Inca, o câncer de colo de útero é um desfecho raro na presença da infecção pelo HPV.

Segundo a Sama, os efeitos adversos da vacina incluem alterações do funcionamento do coração, alterações do sistema imune, dos sistemas de coagulação do sangue, dos sistemas respiratório,  nervoso e digestivo e problemas musculares.

17 comentários

  1. Minha filha de 11anos tomou as 3 doses da vacina e várias vezes a buscamos na escola com queixas de dores de cabeça. Não atentamos pelo fato dela ter tomado a vacina e disso ser a causa . Ela caiu drasticamente as notas na escola bem como ficou apática e sonolenta. Fizemos avaliação psicológica que nada foi detectado . Porque desconfiamos de qualquer coisa menos de que uma vacina que se diz segura pudesse estar causando tudo aquilo. E por fim descobrimos uma visão dupla que a fazia não conseguir ler e guardar o que tinha sido lido a partir da primeira linha, bem como todas as mudanças que aconteceram. Resolvi escrever esse comentário para advertir que vacinam nossos filhos e não nos dizem as complicações que podem ocorrer , que se soubesse do risco talvez não a teria feito e agora só me resta a angústia de saber que vários prejuízos que minha filha tem com relação a memória , à visão poderão ser irreversíveis.

    • Olá, Edite.
      Agradeço por compartilhar sua experiência com os leitores do Estar Bem. Espero que sua filha se recupere bem.

      Um abraço,
      Daniele Barbosa – editora do Estar Bem

  2. Prezada Daniele,
    Enviamos, abaixo, o posicionamento do Laboratório MSD a respeito de sua matéria.
    Estamos à disposição para qualquer informação ou esclarecimento a respeito da vacina quadrivalente contra o HPV.

    Att.,

    Inahiá Castro
    Ketchum Estratégia – assessoria de imprensa da MSD
    (11) 5090-8908
    inahia.castro@ketchum.com.br

    A MSD gostaria de esclarecer alguns pontos importantes sobre a segurança da vacina quadrivalente contra o HPV:

    • A vacina quadrivalente contra o HPV já foi administrada em mais de 65 milhões de homens e mulheres jovens em todo o mundo. Até o momento, não há qualquer evidência científica que permita estabelecer uma relação direta entre a vacina e eventos adversos graves.

    • A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta em seus relatórios que a vacinação contra o HPV é muito segura. Os principais órgãos internacionais de saúde, incluindo a Australia Therapeutic Goods Administration (TGA)/Atagi, os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e também a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) revisaram e aprovaram todas as informações de segurança sobre a vacina contra o HPV e recomendaram o seu uso. Nenhum evento adverso sério teve relação causal com a vacina contra o HPV.

    • Nada é mais importante para a MSD do que a segurança das pessoas que fazem uso de seus medicamentos e vacinas. Por isso, a empresa possui uma área de farmacovigilância cuja responsabilidade é monitorar globalmente todo e qualquer evento adverso que ocorra durante o uso de seus medicamentos, de modo a detectar eventuais aumentos do número de eventos adversos bem como de eventos adversos não observados anteriormente para assegurar o perfil de segurança de seus medicamentos, mesmo após sua aprovação em estudos clínicos e registro pelas agências sanitárias. Desta forma, disponibilizamos canais de comunicação para que médicos e pacientes relatem quaisquer possíveis eventos adversos que ocorram durante o uso de algum produto da empresa: e-mail online@merck.com e telefone 0800-0122232. A área de farmacovigilância da MSD atua com o mais alto grau de ética e transparência junto à ANVISA e a outras agências reguladoras internacionais. É importante ressaltar que este monitoramento feito não só no Brasil, mas também em caráter global reforça o perfil de segurança da vacina quadrivalente contra o HPV.

    • De acordo com a Academia Americana de Pediatria (RED BOOK, 2006), “a ocorrência de um evento adverso após imunização não prova que a vacina provocou os sinais ou sintomas. A associação de um evento adverso com o momento da administração de uma vacina específica comumente ocorre ao acaso. A verdadeira associação causal requer que o evento ocorra numa taxa significativamente maior em receptores da vacina do que em grupos não vacinados de idade e local de residência semelhantes. No Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação do Ministério da Saúde do Brasil, ressalta-se que é indispensável uma criteriosa avaliação clínica e laboratorial desses casos para a busca rigorosa do diagnóstico etiológico, com a finalidade de que o evento adverso, a sequela ou mesmo o óbito não sejam atribuídos à vacina, sem fundamentação científica.

    • Salientamos que, ao longo destes 60 anos de atividades no Brasil, a MSD vem pautando sua atuação em rigorosos preceitos éticos, amparados no compromisso de contribuir para a saúde e para a qualidade de vida dos brasileiros, por meio de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, vacinas e produtos biológicos eficazes, seguros e inovadores.

    Sugestões de fontes confiáveis para busca de informações sobre o tema:
    • Organização Mundial da Saúde: http://www.who.int
    • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA): http://portal.ANVISA.gov.br
    • Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) / Food and Drug Administration (FDA): http://www.cdc.gov/vaccinesafety/
    • Instituto do HPV: http://www.incthpv.org.br
    • Sociedade Brasileira de Imunizações: http://www.sbim.org.br
    • Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia: http://www.febrasgo.org.br

    Aspectos adicionais

    A imunização é uma das maiores intervenções da saúde pública para prevenir doenças e óbitos. A OMS, bem como o Ministério da Saúde do Brasil ressaltam que, de um modo geral, as vacinas figuram entre os produtos biológicos mais seguros para o uso humano, proporcionando benefícios indiscutíveis à saúde pública.

    Com o fenômeno da globalização, tem-se acesso cada vez mais a inúmeras notícias das mais variadas fontes. Nesse contexto, informações sobre saúde são vinculadas sem a devida preocupação e rigor científico de pesquisadores, cientistas, órgãos regulatórios e associações médicas. Nessas situações, é fundamental a procura de fontes confiáveis que possuam fundamentação adequada como os órgãos regulatórios de cada país, ANVISA no Brasil, CDC/FDA nos Estados Unidos, EMA na Europa, além de sociedades médicas e também profissionais de saúde de confiança.

    A presença e os efeitos dos grupos antivacinas existem de longa data, porém, com o uso da internet, ganharam maior impacto e relevância na disseminação de notícias alarmantes.

    Inúmeros exemplos mostram o impacto de como informações, sem qualquer fundamentação científica, podem atingir negativamente a saúde pública de um país. No Reino Unido, foram descritos 36 casos de doença neurológica grave após a vacinação com difteria, tétano e coqueluche, sem que tivesse sido estabelecida relação causal, o que deu margem a noticiário alarmista na imprensa leiga. Houve queda na cobertura vacinal de 80% (1974) para 31% (1978). Entre 1977 e 1979, ocorreu uma grande epidemia de coqueluche, a maior em 20 anos, com 36 óbitos, 5 mil internações, 200 casos de pneumonia e 83 de convulsões. Uma segunda epidemia (1981) registrou 100 mil casos adicionais de coqueluche. Quando a confiança pública na vacina foi restaurada, houve uma queda correspondente na incidência da doença e do número de mortes.

    Mais recentemente (1998), levantou-se uma suspeita em relação à vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) como causa de autismo. Estudos realizados não demonstraram evidência de associação, porém a suspeita levou a uma perda de confiança na vacina e à queda das coberturas vacinais na Inglaterra, de 93% para 88%, deixando o país vulnerável a novas epidemias.

    Outro exemplo mais recente e que ocorreu com a vacina contra o HPV foi a tentativa de implementação da mesma na Índia, pela ONG americana Path. O projeto, que contou com o apoio e a aprovação do governo e de autoridades de saúde indianas, previa a imunização de 10 mil meninas. Infelizmente, quatro adolescentes morreram após o início do programa de imunização. Entre as causas analisadas, duas mortes ocorreram devido a suicídio por envenenamento, uma por afogamento e uma por febre viral de origem desconhecida. Apesar de o governo indiano concluir que as mortes não foram associadas à administração do medicamento e que ocorreram muito tempo após a administração da primeira dose da vacina (de 23 a 99 dias após a imunização), não houve preocupação em levar essa informação à população. A rápida disseminação de notícias, sem o devido posicionamento do governo e do Ministério da Saúde daquele país sobre a natureza dos fatos, ocasionou uma grande comoção pública em relação a mortes de jovens e levou à suspensão temporária da campanha de vacinação, perpetuando, assim, uma triste realidade de 73 mil mulheres indianas condenadas à morte, a cada ano, por câncer do colo de útero.

    • Inaihá, grata pelo contato. Seu comentário, assim como o de todos os leitores do Estar Bem, ficará disponível para leitura dos que se interessarem, porém, não compartilhamos da mesma opinião em diversos pontos do seu posicionamento, principalmente no que se refere ao autismo. Assim como você diz que estudos demonstraram que não há evidencias da relação entre vacinas e autismo, estudos também apontaram para um forte relação entre os conservantes das vacinas e o aparecimento da síndrome.

      Sobre as fontes confiáveis que me sugeriu, grata! Conheço bem todas, porém a convido para uma leitura mais aprofundada em meu blog e verá que por diversas vezes escrevi sobre pesquisas científicas que confrontam as medidas do FDA, da OMS, e da ANVISA, por exemplo.

      Grata pelo contato,

      Daniele Barbosa – Editora do Estar Bem

  3. Parabéns Daniele pelo seu Portal Estar Bem. Não há como confiar em trabalhos científicos realizados por laboratórios cuja sobrevivência depende da venda de seus medicamentos e vacinas.

  4. Gostaria de elogiar a iniciativa de promover o debate a respeito deste tema. A vacinação é uma dádiva da medicina – a proteção àqueles que amamos contra doenças tão terríveis. Então, que venha logo uma vacina contra o HPV, a AIDS e tantas outras.
    Mas, que sejam estas vacinas instrumentos comprovadamente seguros. Até o presente momento há relatos que nos fazem pensar que é possível adiar um pouco mais até que outros estudos sejam publicados.
    Muitos casos podem de fato ser mera casualidade – como vacinar-se para a gripe hoje e gripar dois dias depois (já estava incubada a doença). O fato de saber que a vacina não é feita com o vírus HPV, em parte, me tranquilizou. Mas até que sejam esclarecidas as denúcias, creio que a melhor atitude que tomei foi pedir que minha filha aguardasse para vacinar-se em outra oportunidade.
    Apenas para registrar, durante a vacinação ocorrida hoje uma de suas colegas quase desmaiou, muitas sentiram dor local. Peço a Deus que a isto se resuma a experiência, que a vacina seja segura e que, no futuro, o máximo que falaremos de tudo isso é de que fomos mães e pais “superprotetores”.

  5. Na semana que vem sera dada a vacina da escola de minha filha. Muita duvida sobre a real eficacia da mesma me passa pela cabeça, mas principalmente sobre os efeitos e consequencias que nao estao claros. Assim sendo, decidimos (eu e o pai) por esperar um pouco mais para que novas evoluçoes possam ser esclarecidas.

  6. boa noite agradeço pelas informações que encontrei aqui ,ja tinha lido em outros site inclusive uma reportagem na folha de são paulo sobre os pros e contras da vacina . tenha uma filha de 11 anos e ela nao vai tomar esta vacina sou um pai presente na vida escolar da minha filha já fui na escola e manifestei minha decisão de nao vacinar ela , porque nao confio nesta vacina tenho minha teoria porque isto esta acontecendo mais não vem ao caso agora o fato é quem esta vacina nao é confiavel . obrigado a todos que dividiram seus conhecimentos .

  7. Hoje (27/03/2014) , aconteceu a 1ª campanha de vacinação contra HPV na escola da minha filha. Quando ela tinha 3 anos , tive um problema com vacinação (Tríplice Viral) não provado. Ela teve Púrpura Trombocitopênica Idiopática, da qual só nos “livramos” quando ela fez 6 anos. Fiquei traumatizada e suspendi toda e qualquer vacina, desde então. Com esta campanha, fiquei insegura porém autorizei. Já estou arrependida e não sei se vou autorizar as próximas doses ( se é que isto tem algum problema). Ela está com dor no braço, nas articulações do braço e com dormência .Está, também, se sentindo muito cansada. Estou apavorada de passar por tudo que passamos . Acho que deveria ter pesquisado mais antes de dar a vacina. Será que,não continuar poderá acarretar algum problema?

    • Gisele, os órgãos oficiais garantem que a vacina contra o HPV é segura, porém, na minha opinião não houve tempo hábil para garantir toda essa segurança. De qualquer forma, se você optou por vacinar sua filha, siga firme nessa decisão. Procure um bom médico, de sua confiança, para saber se o que ela sente tem a ver com a vacina.

      Espero que fique tudo bem!

      Um abraço,
      Dani

  8. Meu nome é Neide Sou mãe de uma menina com 14 anos tomou a primeira dose da vacina HPV e teve reação apos a vacina, desmaio, dor de cabeça, muita dor no corpo e trombose venosa profunda na mesma região onde foi aplicada a vacina, era uma menina saudável e hoje não é mais,
    nos tiraram o direito a informação sobre a vacina, hoje tendo acesso a bula jamais daria esta vacina.

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