‘Sem glúten’ não é sinônimo de ‘saudável’

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Há uns 3 anos, quando comecei um novo tratamento para o hipotireoidismo, cortei o glúten da minha alimentação por recomendação médica. A cada dia que passa vejo mais adeptos à dieta sem glúten e o mercado já entendeu que a demanda por produtos “glúten free” está crescendo. Em lojas de produtos naturais você já encontra uma vasta quantidade de alimentos como pães, bolos, farinhas e biscoitos sem o glúten, proteína presente principalmente no trigo. Porém, eu quero chamar atenção aqui para uma coisa: não é porque o produto é sem glúten que ele é saudável! 

É preciso SEMPRE olhar os ingredientes. Por lei, a ordem que aparece descrita no produto é decrescente. Ou seja, o que mais tem no produto é a primeira substancia descrita nele. Quando eu comecei a prestar mais atenção nos ingredientes dos produtos eu passei a não comprar muita coisa que eu consumia. Cookies e biscoitos com gordura vegetal por exemplo, mesmo que sem glúten, ao meu ver, não são boas opções. Estudos e pesquisas apontam que a gordura vegetal é uma das grandes vilãs causadoras da obstrução de artérias, além de causarem outros males à saúde.

Mas não é apenas a gordura vegetal, às vezes o produto é sem glúten, mas repleto de química, como conservantes, adoçantes, açúcares, corantes, emulsificantes, entre tantos outros “antes”, que muito a indústria defende sobre a tese de que não foi comprovado que faz mal a saúde. Mas alguém me comprovou que faz bem? Enfim, são escolhas. Precisamos fazê-las o tempo todo. Eu opto por evitar me alimentar daquilo que eu não sei o que é, ou seja, a maioria das químicas presentes nestes produtos, ainda que sem glúten.

Quando alguém me pergunta como eu fiz para substituir a farinha de trigo, o glúten, na minha alimentação, eu simplesmente respondo: “não substituí”, porque a meu ver não é preciso. O carboidrato está presente em diversos outros alimentos, não só na farinha. Aliás, o carboidrato do trigo geralmente é “vazio”, sem nutrientes e só dá trabalho ao organismo, porque ele é refinado. Então, se você descobriu ser intolerante ao glúten ou apenas quer retirá-lo da sua alimentação, aproveite para descobrir novas formas de nutrir seu corpo e use a criatividade para criar um novo cardápio de refeições. Se sentir necessidade, consulte um nutricionista.

Saúde!

 

Daniele Barbosa – Editora do Portal Estar Bem
daniele.barbosa@gmail.com 

 

 

1 Comment

  1. Flavia Almeida

    Interessante essa matéria! Não deixei de comer alimentos com glúten. mas comecei a intercalar com o pão integral com tapioca e raizes (inhame, batata-doce, aimpim).

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