Chakras: o fio energético que liga o homem ao divino

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Os chakras, centros energéticos mapeados pelo corpo, ocupam lugar de destaque nas medicinas tradicionais e sistemas de cura holísticos, que entendem o homem como detentor de um corpo material e energético. No ayurveda, o equilíbrio dos chakras depende do equilíbrio integral do ser.

Pranayamas (exercícios de respiração), asanas de yoga, mantras podem servir como potentes ferramentas para balancear estes centros energéticos. As terapias corporais como massagens, shirodhara, bastis externos também são formas de harmonizar os chakras. Vigiar nossas emoções, reações e pensamentos também auxiliam a manter os centros energéticos em pleno funcionamento.

De acordo com Harish Johari, no livro “Chakras – Centros de Energia de Transformação”, existem padrões comportamentais que nos ajudam a identificar qual energia impera em nós e como podemos desequilibrar os charkras com nosso comportamento, bem como identificar os chakras despertos em nós.

Segundo Johari, pessoas regidas pelo primeiro chakra, o Muladhara, localizado na base da coluna vertebral, buscam por segurança na forma de trabalho e abrigo. Almejam o sucesso por meio da força física e a ganancia pode ser seu principal obstáculo. O medo pode tornar as pessoas deste chakra violentas. O comportamento do Muladhara impera, geralmente, de 1 a 7 anos de idade.

Já as pessoas sob o domínio do Swadhishthana – que fica na região pélvica – encontram-se no período da expansão da personalidade, que ocorre entre 8 e 14 anos. É o momento de estabelecer a identidade com a finalidade de atrair o sexo oposto. É quando começam os sacrifícios pelo par. Os excessos pela satisfação dos desejos pode tornar as pessoas deste chakra egoístas. Essas pessoas gostam de diversão e artes.

Johari explica que as pessoas regidas pelo Manipura, o chakra do plexo solar, podem ter temperamento impetuoso e personalidade zangada. Neste chakra o ego pode vir a se tornar um problema, pois a ambição, o orgulho e o benefício próprio tendem a predominar nas ações, em busca de poder, autoridade  e status. Regido pelo sol, este centro de energia pode gerar grande poder intelectual dos 14 aos 21 anos.

As pessoas do Anahata, o chakra do coração, já superaram os aspectos dos chakras anteriores – busca por segurança, sensualidade, status e poder. São pessoas concentradas e centradas. Tem consciência do seu papel e objetivo na vida. Possuem dedicação, fé e habilidade devocional, bem como autoconfiança. Essas pessoas são amorosas. O amor flui pelo corpo energético e físico delas, resultando em um bonito brilho no olhar, explica Johari.

O Vishuddha, chakra localizado na garganta, representa o renascimento espiritual. Pessoas regidas por esse chakra são cheias de prana, pois conseguem obter a atenção plena. O crescimento espiritual é sua principal motivação, porém a dúvida gerada pelo intelecto pode gerar problemas e insegurança. Essas pessoas tem interesse pelas escrituras sagradas e pelo conhecimento, tem vida simples e pensamento elevado. Esse chakra pode estar mais ativo dos 28 aos 35 anos.

O sexto chakra, Ajna, que fica num ponto entre as sobrancelhas, representa a união dos polos feminino e masculino do corpo, os nadis, Ida e Pingala. Pessoas que alcançam este chakra tem a percepção da imortalidade do espírito, adquirem conhecimento atemporal e podem ver passado, presente e futuro.  As pessoas que despertaram o Ajna não voltam atrás na evolução espiritual e podem ser iluminados.

Por fim, o autor afirma que quem obtém o Sahasrara, o sétimo chakra – que fica no topo da cabela – estão livres do véu da ilusão da individualidade. A pessoa se torna seu próprio e real SI MESMO, transcendendo os gunas. Possuem poderes, mas superaram o desejo de usá-los. São divindades em si mesmo.

Abaixo, uma ilustração com os sete chakras, seus elementos, mantras e aspectos. Pode ser útil imprimir e guardar como material de consulta para meditações.

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