Sobre a Angelina Jolie retirar seus órgãos para não ter câncer

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Será que estamos condenados pela genética? A resposta é NÃO! Nunca estivemos. A genética aponta tendências e predisposições para desenvolver certas doenças. Mas mesmo que pudéssemos contabilizar concretamente nossa predisposição a desenvolver uma doença que nossa mãe teve, como infarto, ou ainda se pudéssemos verificar o quanto de resistência herdamos na nossa avó que viveu até os 100 anos e fumando, esse resultado não garante nem a doença, nem a saúde. Pelos simples fato de que o estado de saúde é construído primordialmente com base nas nossas próprias emoções, estilo de vida e ambiente em que vivemos.

Mais uma vez Angelina Jolie retirou órgãos por possuir uma alteração genética que a coloca numa posição de predisposição, herdada da mãe, a desenvolver câncer. Primeiro foi a retirada das mamas, agora dos ovários e trompas. Essa é uma conduta muito coerente com a medicina moderna. Resolve-se o problema nunca agindo na causa, sempre visando o efeito. Dessa maneira, a ciência segue mutilando a pessoas, anestesiando, suprimindo sinais e sintomas do corpo, que é tão inteligente.

O que me surpreende neste caso é que a ciência sabe e admite que as causas do câncer ainda são desconhecidas. Agrotóxico, emoções reprimidas, medicamento, sedentarismo. A causa do câncer é muito vaga ainda para essa medicina que se propõe a mutilar corpos em nome da segurança. A genética não é o único fator desencadeante do câncer e tomar medidas como a retirada dos ovários – que coloca a mulher imediatamente na menopausa – em nome da prevenção me parece, no mínimo absurdo e irresponsável.

Muitas vezes desenvolvemos a mesma doença dos nossos pais em menor parcela pela genética e majoritariamente por reproduzirmos o estilo de vida que eles levavam. Vivemos anos sob a ordem da conduta dos nossos pais, comendo o que eles nos dão, aprendendo a nos comportar vendo eles se comportando e desenvolvendo nossas emoções de acordo com as emoções vividas dentro de casa. Crescemos e repetimos a história dos nossos pais sem sequer nos darmos conta.

É fato que nossas preferências também tem um “q” genético. Mas superar as preferências adoecedoras dos nossos pais, estejam elas em nós devido à convivência, ou ao DNA, também é capaz de modificar o comportamento das células. Pesquisas científicas que enveredam pelo campo da física quântica já mais que provaram isso. Sendo mais ousado, há uma vertente que acredita que nosso comportamento, mental e físico, é capaz de mudar inclusive o nosso código genético.

O que me preocupa é que a Angelina Jolie, mulher símbolo da beleza da atualidade, engajada politicamente, atriz de Hollywood, forma opinião. E seria desastroso influenciar as pessoas a se mutilarem em nome da prevenção. Essa é a lei da medicina moderna: a passividade, o paciente se exime da responsabilidade do próprio corpo, passando-a para o médico, seu arsenal de química e recursos cirúrgicos.

No ayurveda, a genética ocupa o último lugar do ranking daquilo que pode estar na origem das doenças, primeiro estão as emoções, em segundo o estilo de vida, em terceiro o ambiente externo, em quarto a alimentação, por fim a genética. Mas ayurveda não é uma terapia passiva, ela demanda a mudança profunda do paciente para recobrar a saúde. Esse é um caminho mais trabalhoso, só que muito mais recompensador, porque o resultado não é só a ausência do câncer, mas a presença de plenitude, felicidade e amor, o ser completo em sua existência, enquanto a medicina moderna esvazia os corpos e as mentes.

 

 

 

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