Transgênicos: um crime contra a vida

Svalbard Global Seed Vault, o maior banco de sementes do mundo, localizado na Noruega. Tem como objetivo salvaguardar a biodiversidade das espécies de cultivosSvalbard Global Seed Vault, o maior banco de sementes do mundo, localizado na Noruega. Tem como objetivo salvaguardar a biodiversidade das espécies de cultivos

Recentemente a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que retira a obrigatoriedade do “T” em produtos que contenham qualquer porcentagem de ingredientes transgênicos. O texto do projeto substitui o símbolo pela expressão “contém transgênico”, apenas em produtos em que a substância transgênica supera 1% da composição. Agora a lei segue para aprovação no Senado. E o que isso tem a ver com ayurveda? Vou chegar lá.

Primeiro gostaria de falar da minha perspectiva sobre a segurança do consumo de transgênicos. O uso de sementes geneticamente modificadas surgiu de forma embrionária na década de 80, no Brasil, mas sua implementação efetiva nas produções agrícolas se deu a partir dos anos 90. Desde então, poucos estudos científicos repercutiram negativamente sobre o tema – apenas uma única pesquisa que atrelou a relação entre consumo de milho transgênico com o aparecimento de câncer em ratos ganhou atenção, porém logo foi rejeitada pela comunidade cientifica.

Gilles-Eric Seralini, professor de biologia molecular da Universidade de Caen, na França, liderou um grupo que analisou durante dois anos os efeitos em 200 ratos do milho transgênico NK603 e do herbicida Roundup (largamente utilizado no Brasil), e concluiu que esses ratos apresentaram duas a três vezes mais chances de desenvolverem tumores que os ratos alimentados com outros produtos, que não transgênicos. Na época, o Alto Conselho de Biotecnologia (ACB) francês rejeitou a pesquisa, e recomendou um estudo de longo prazo.

A primeira coisa a ser desconstruída no discurso “não está cientificamente comprovado” é de quem é a obrigação de provar o que. Vejam, não seria coerente, que a Monsanto, uma das empresas líder na venda de sementes transgênicas, fosse obrigada a comprovar que o produto é totalmente seguro antes de comercializa-lo? Observem: ainda que não ficasse comprovado o perigo do consumo de transgênico para saúde humana, é cientificamente atestado que é seguro? O discurso das grandes corporações é tão fortemente defendido pelos veículos hegemônicos de comunicação, que a ideologia de sua fala é silenciosamente naturalizada na sociedade e não nos damos conta do absurdo. Então, é permitido a uma empresa vender um produto a pretexto de não ser comprovado seu risco, não sendo nem um pouco necessário ela comprovar o contrário, que não há risco?

Svalbard Global Seed Vault, o maior banco de sementes do mundo, localizado na Noruega. Tem como objetivo salvaguardar a biodiversidade das espécies de cultivos

Svalbard Global Seed Vault, o maior banco de sementes do mundo, localizado na Noruega. Tem como objetivo salvaguardar a biodiversidade das espécies de cultivos

Polemicas a parte, a plantação de transgênicos representa risco de perda da biodiversidade, pelo aumento do uso de agrotóxicos – são sementes resistentes a pragas, o que aumenta sua carga de agrotóxicos, prejudicando assim a fertilidade natural do solo – e pela contaminação de sementes naturais por transgênicas. Esse último caso dá origem às sementes hibridas, sementes que eram crioulas, naturais, e passam a conter DNA das transgênicas, sem querer, pela polinização por meio do vento ou insetos. Hoje em dia, é difícil encontrar uma semente totalmente natural de milho. Ou seja, por falta de legislação e proteção ao produtor orgânico, o transgênico está nos sendo imposto.

Toda essa relação extrativista do homem com a terra, na qual é baseada a produção agrícola moderna dá origem a um alimento com certa carga energética empobrecida. Eu sou uma apaixonada por milho cozido, aquele bem de fazenda, na espiga. Desde que passei a consumir o milho orgânico, de semente crioula (é o que jura o feirante), não consigo mais comer o milho vendido no mercado, sem ser orgânico. O sabor é completamente diferente. A quantidade de prana é visivelmente diferente. Com um milho orgânico me sinto inteiramente saciada, quando o milho sem ser orgânico e transgênico é meio vazio, não tem muito gosto.

Os alimentos também influenciam no nosso estado mental. Podemos ficar mais rajásicos (agitados), tamásicos (letárgicos), ou sattwícos (conscientes) por meio da comida. Eu creio que o consumo de alimentos gerados a partir da semente crioula, aquela criada pela natureza, cuja força da vida está ali, latente, é fonte suprema de prana e sattwa. Assim como o consumo de alimentos cultivados livres de veneno, com respeito ao ciclo da terra, das estações também incrementa sattwa na nossa mente.

É muito claro que se alimentar a partir da carne de animais mortos gera uma energia de baixa qualidade no nosso corpo e mente. Isso é obvio, uma vez que sabemos o quanto um animal pode sofrer ao ser abatido. A semente transgênica é igualmente um crime contra a vida, um assassinato silencioso da inteligência divina de criação da terra, porque é isso que representam às sementes.

Sugestão: assistam ao filme GMO!

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