O poder de cura da mulher

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Toda mulher é naturalmente uma agente de cura. O instinto do cuidar inerente às mulheres faz de nós seres detentores da capacidade inata de saber o que fazer por nossos maridos, filhos, pais, irmãos doentes. Acontece que historicamente fomos oprimidas de acessar essa sabedoria intuitiva, quase que espiritual, de curar. Já fomos consideradas bruxas. Até hoje lutamos para sermos socialmente respeitadas.

Numa sociedade paternalista, o poder de curar não teria outro fim. Institucionalizamos a sensível atividade de reequilibrar o corpo e a mente na figura do médico. Trocamos a soberana sabedoria da natureza, por meio de suas ervas, pela comprovação científica das drogas sintéticas. Lotamos as emergências dos hospitais por causa do incômodo que sentimos em nossos corpos, ou que nossos familiares sentem.

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É inegável que o médico tem papel fundamental na manutenção da vida, na queda das taxas de natalidade do mundo. Um médico tem o conhecimento precioso e específico. Pode “abrir uma cabeça”, mexer, consertar, costurar, sem matar a pessoa. Isso é realmente incrível. Mas aqui, falo especialmente da dorzinha de cabeça do marido que não passa, da febre inesperada do filho, da dor de estomago do pai. Na maioria das vezes nós mulheres sabemos o que fazer.

Eu acredito, verdadeiramente, que essa sensação de inadequação que faz lotar as emergências e, consequentemente, produz centenas de prontuários médicos com o mesmo diagnóstico de virose, mostra o quão urgente é a necessidade de nos reapropriarmos do nosso corpo. E a mulher tem crucial importância nisso.

Toda mulher tem a sabedoria da cura registrada no próprio DNA. Nossas antepassadas foram curandeiras. Faz parte da nossa memória celular. Resgatar essa memória e colocá-la em prática com nós mesmas, com a nossa família, usar isso em prol da nossa comunidade é também colaborar para o resgate e o equilíbrio do planeta. Porque quando uma mulher encontra esse poder dentro dela, consegue curar integralmente o próximo: espírito e corpo.

Na maioria das vezes, nós sabemos qual o chá que vai cessar a dor de cabeça, qual floral vai minimizar o sofrimento, qual alimento vai eliminar a azia. Basta se abrir para acessar essa memória ancestral e resgatar essa sabedoria milenar de curar.

Que todas nós consigamos nos reapropriar do próprio corpo, para assim auxiliar quem precisar na árdua tarefa de se reencontrar com seu estado de equilíbrio integral. A medicina é do médico. A saúde é do corpo e o corpo é propriedade particular. E o corpo detém matéria e espírito. Só seres sensíveis e intuitivos, com o poder ancestral de cura, são capazes de acessar, entender e equilibrar esses corpos.

 

 

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