Pilar para uma boa saúde: dormir, digerir e excretar

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A humanidade desenvolveu, ao longo dos anos, diversas ciências de cura, de acordo com a cultura local e os recursos naturais disponíveis e característicos de cada região. A diversidade desses métodos é maior e mais aceita nas medicinas naturais. No Brasil, a sabedoria indígena, com sua espiritualidade e variada gama de fitoterápicos ainda é utilizada – com mais frequência em estados onde o contato com o povo indígena é mais próximo – além de ter servido como pontapé inicial para o estudo e uso de muitas ervas na medicina alopática.

A medicina chinesa e a tibetana, os Florais de Bach, a homeopatia, mesmo a ciência ortodoxa dos estudos em laboratórios buscam curar o homem de suas mazelas físicas e mentais. Essas variadas formas de curar possuem diferenças em suas perspectivas, algumas vezes maiores, outras menores. Porém, existem três necessidades básicas que são de grande importância em qualquer protocolo para a cura: dormir, digerir e excretar de forma adequada. Basta examinar a questão para perceber sua notoriedade. Quem recorre, por exemplo, à medicina alopática – talvez a que possua maior diferença na visão do que constitui um ser saudável e como tratar os processos de desequilíbrio procura um remédio sempre que uma dessas três coisas desanda.

Seja o laxante para evacuar, o remédio para dormir ou um digestivo para aliviar sintomas desagradáveis após as refeições. É fato que, sem fazer juízo de valor dos métodos utilizados para resolver a questão, uma pessoa fica extremamente incomodada quando não dorme direito, não digere corretamente ou não vai ao banheiro regularmente. Não à toa. Dormir, digerir e excretar são três ações que o nosso organismo faz sem necessidade de esforço ou remédios quando estamos física e mentalmente equilibrados.

Insônia, indigestão e prisão de ventre são, basicamente, os primeiros sinais que o corpo nos dá para mostrar que estamos fazendo algo de errado. Se você precisa se esforçar ou se medicar para fazer uma dessas três coisas, algo não vai bem. Um ajuste na rotina, prestar mais atenção se algum alimento ingerido diariamente causa incômodo como dor de cabeça ou náusea, praticar exercício ou meditação, diminuir as horas em frente à televisão e ao computador, ter horário regular para se alimentar. Essas são ações que podem melhorar integralmente sua saúde, de forma a devolver ao organismo a inteligência de executar com maestria suas necessidades básicas.

Dormir, digerir e excretar corretamente estão incluídos no conceito ayurvédico de saúde e bem estar. Há uma falsa crença de que comer corretamente, viver de forma saudável e adotar apenas práticas que são geradoras de saúde são atitudes muito difíceis. É aquela famosa pergunta que muitos terapeutas, médicos e nutricionistas comprometidos com a saúde integral ouvem após recomendarem uma dieta específica: “Mas, então, o que eu vou comer?”. Eu sempre respondo: “Muita coisa!”, e logo apresento diversas alternativas.

Um estilo de vida saudável muitas vezes requer adoção de novos hábitos e a desconstrução de antigas práticas, geralmente enraizadas por gerações e gerações na nossa família. Talvez a única dificuldade esteja aí. As práticas diárias sugeridas pela terapia ayurvédica são perfeitamente aplicáveis aos dias de hoje. Não há rigidez. A pessoa deve incorporar o que é necessário a ela, adaptando ao seu dia a dia.

Em alguns casos, realmente, a pessoa precisa mudar mais. Em outros, menos. Às vezes, é possível fazer novas escolhas. Noutras, o indivíduo se vê atado às obrigações que lhe competem. Eu afirmo que aderir o ayurveda é possível para todos esses casos, da mesma forma que seus benefícios serão desfrutados por todos. Basta ter vontade para praticar. Querer já é meio caminho andado para a cura.

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