Precisamos falar sobre o DIU

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Vivemos um momento de resgate da ancestralidade da mulher. Nunca se usou tanto o termo “sagrado feminino”. Somado a esse momento histórico de reassumir algumas peculiaridades que competem ao funcionamento do nosso corpo, começou a repercutir na mídia casos de complicações graves devido ao uso do hormônio anticoncepcional oral, a famosa pílula, como a trombose venosa. Neste cenário como pano de fundo, observo (nas redes e nas conversas com amigas e familiares) que muitas já compreenderam os possíveis males do uso diário e prolongado do hormônio oral para evitar a gravidez, porém poucas se libertaram de fato da responsabilidade de usar um método contraceptivo. Desta forma, ressurge “majestoso” o DIU, dispositivo intrauterino.

12243607706_95a50a07fd_bPrimeiro é preciso deixar claro que este não é um artigo científico. Não escrevo para relatar conclusões advindas de um estudo randomizado. E tenho certeza que é nesta ciência que os ginecologistas estão embasados na hora de recomendar o DIU e assegurar que não o método não causa qualquer dano. Compartilho aqui a minha capacidade investigativa e alguma noção de saúde que ganhei ao me formar em terapeuta ayurvédica.

O DIU  é um dispositivo colocado na cavidade uterina da mulher que impede a fecundação. Há dois tipos: o de cobre e o hormonal. Ambos provocam uma espécie de inflamação, tornando o muco natural da região mais espesso e dificultando a concepção. Ora, não precisamos avançar mais. A inflamação é uma espécie de defesa do corpo, tanto que algumas mulheres expelem o DIU sozinhas. Na minha opinião não precisa nenhum estudo científico para me provar que esse método também é nocivo para a saúde da mulher. Eu acredito que é consenso de que a inflamação de um órgão não é o estado ideal. Aliás a inflamação, seja do útero, das artérias, da garganta, dos músculos é sempre combatida.

Então fica a pergunta: se uma das grandes vantagens do DIU é que ele pode ser usado por anos, sem o inconveniente do esquecimento da pílula oral, essa inflamação causada pelo método, a longo prazo, não faz mal? E não altera a flora vaginal?

Um artigo escrito em 2013 por médicos e cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte discute a revisão da segurança do DIU. De acordo com texto, foi observado que ocorre mudança da microbiota vaginal após a inserção do DIU, predispondo a infecções,
sobretudo no primeiro ano de uso. 

Não precisamos  de médicos e cientistas para nos dizer isso, certo? Precisamos resgatar a autoridade sobre o nosso próprio corpo e tomar para nós mesmas a responsabilidade das nossas escolhas. É muito claro para mim que um dispositivo, que causa a reação de um corpo estranho, introduzido no útero, não pode fazer bem, tanto que o organismo, em alguns casos, o expulsa por própria conta e risco!

“Então como faço? Não me previno? Devo engravidar a cada período fértil? Ou deveria ter anticoncepcional para os homens?” Na minha perspectiva a resposta é não para todas essas as perguntas. O método mais seguro e inofensivo para o homem e para mulher prevenirem uma gravidez é a CAMISINHA. Não acho que os homens deveria tomar anticoncepcional só porque nós nos envenenamos por anos. Na verdade, o que os homens devem fazer e assumir junto da parceira a responsabilidade pela prevenção. E não precisa de muita tecnologia. Já inventaram há muito tempo esse método, que permite ao casal compartilhar essa responsabilidade. É o preservativo.

Não podemos tocar nesse assunto sem falar do fardo que nós mulheres carregamos sozinhas em relação à prevenção da gestação. Na verdade, a pílula anticoncepcional reafirma esse lugar da mulher, de única responsável por evitar a gravidez. O hormônio oral surgiu como uma espécie de libertação sexual da mulher, mas é o contrário. Reitera a característica patriarcal e machista da sociedade em que vivemos, onde a mulher é, sem questionamento, a incumbida de prevenir a gestação. Então, além de também ser nocivo para nosso organismo, o DIU não é a nossa libertação, não é a melhor alternativa. Sem sombra de dúvida, a forma mais segura para a saúde do homem e da mulher de evitar uma gravidez indesejada é o preservativo.

Uma visão holística

Até agora falamos da parte social e fisiológica dos métodos contraceptivos. Mas meu olhar não poderia deixar de fora a perspectiva mais espiritual da questão. Veja, o útero é local do corpo humano que abriga uma vida. Ali, um ser se forma, cresce. Sem sombra de dúvida, se temos Deus em algum lugar do nosso corpo (além do coração), ele está no útero. É onde acontece o milagre da vida!

Por isso, mulher, cuide do seu útero! Nele reside a energia da criação.

 

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